Permissividade ou compaixão?
Quando o acolhimento deixa de ser compaixão e passa a ser permissividade?
TERAPIADESENVOLVIMENTO PESSOALAUTOCONHECIMENTO
Alessandra Girotto
9/13/20262 min read


Se tem uma coisa que gosto muito de fazer e na qual passo bastante tempo envolvida é no reconhecimento e na separação do que sinto e penso. É algo meu, um lado racional, de certa forma controlador e organizador, que sempre tive. Na sua forma distorcida, já me trouxe - e ainda me traz, quando deixo - vários problemas, pois, com ele, racionalizo e travo, me boicotando.
Já na sua forma construtiva, ele é uma qualidade ótima e, muitas vezes, essencial. Quando me conecto com esse lado com leveza e abertura, abro portas interiores e tenho acesso a partes profundas de mim mesma. Fica mais fácil separar o “joio” do “trigo” e escolher com que parte minha atuo no mundo.
Enfim, com isso queria discutir com vocês sobre a diferença entre ser permissiva e compassiva. Já pensou sobre isso? Consegue identificar, dentro de si, quando está agindo a partir da sua compaixão e quando está, na realidade, sendo permissiva e leniente - com você e/ou com o outro?
Muitas e muitas vezes confundo compaixão com permissividade. Quero ser compassiva comigo (ou com o outro) e acabo sendo permissiva. Quero me acolher, mas dou voz à minha preguiça. E aí fica a grande questão: como diferenciar?
E a resposta que tenho dói um pouco em dar: não há fórmula mágica, não há “passo a passo” ou manual. É preciso honestidade e vontade de se confrontar. É preciso paciência. É preciso aprender também a ser gentil com você - pois VAMOS errar...
É o tipo de coisa que vamos ajustando enquanto caminhamos, a cada tentativa. Sem pressão, sem exigência, sem censura - apenas com amor, honestidade e muita boa vontade consigo mesma.
Se passamos a nos enfrentar sem censura, não temos necessidade de mentir para nós mesmos. A partir daí e, aos poucos (BEM aos poucos), vamos acessando com mais facilidade as sutilezas dessas diferenças, conforme nosso sistema e nosso inconsciente entendem que podem se abrir para nós.
Simples assim, mas bem trabalhoso. E é um trabalho a se fazer acompanhado, com um guia durante o trajeto. Lembre-se: não é vergonhoso ou errado pedir ou precisar de ajuda para se conhecer, se confrontar e se amar. É humano.
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Alessandra Girotto — Psicanalista, Consteladora e Helper Pathwork. Atendimento em Campinas/SP ou online.
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